HPV: Saiba mais sobre este terrível inimigo.

O Human Papiloma Virus, ou HPV, é um vírus que vive na pele e nas mucosas dos seres humanos, tais como vulva, vagina, colo de útero e pênis. Quando afeta os órgãos genitais é uma infecção transmitida sexualmente (DST). O sexo desprotegido é a principal causa da transmissão.

Também é possível a transmissão do HPV de mãe para filho no momento do parto. Entretanto, somente um pequeno número de crianças desenvolve a papilomatose respiratória juvenil.

O HPV pode ser controlado, mas ainda não há cura contra o vírus. Quando não é tratado, torna-se a principal causa do desenvolvimento do Câncer de colo do útero. Estudo mostram que 99% das mulheres que possuem Câncer de colo do útero foram infectadas por esse vírus.

O HPV, papiloma vírus humano, é o vírus de transmissão sexual mais comum no mundo. Atualmente a doença atinge ​​milhões de pessoas todos os anos. Por ser muitas vezes assintomática, a infecção pode passar despercebida por muito tempo.

Existem mais de 100 subtipos de vírus HPV, mas cerca de 40 subtipos de vírus da família HPV podem contaminar a região genital, sendo alguns deles mais graves, por exemplo, os subtipos 16 e 18, que possuem uma clara associação com o desenvolvimento de câncer.

O contagio pode ocorrer no contato pele a pele, principalmente durante a relação sexual com penetração vaginal e/ou anal, mas também durante o sexo oral, assim como em qualquer contato com a região genital, inclusive com as mãos. Por esse motivo, os preservativos não garantem proteção completa, já que não conseguem proteger toda a região genital do contato com a pele. Importante reforçar que o contágio com HPV não ocorre por contato com objetos, como toalhas e assentos sanitários.

Na grande maioria dos casos, a infecção é assintomática, mas alguns subtipos do vírus podem causar o aparecimento de verrugas genitais.

A presença do vírus, mesmo em pacientes sem nenhum sintoma, pode ser detectada por exames moleculares em secreção vaginal. O diagnóstico das verrugas genitais decorrentes do HPV é clínico e pode ser confirmado por biópsia. As lesões precursoras do câncer de colo uterino podem ser detectadas por exames específicos, como por exemplo, o Papanicolau e a colposcopia.

O tratamento depende do local e da gravidade das lesões. A maioria das pessoas com o HPV irá eliminar o vírus espontaneamente com a própria imunidade. Não necessitando de nenhum tratamento, apenas acompanhamento. Lesões precursoras do câncer podem necessitar de tratamentos específicos, como cirurgias no colo uterino para evitar que continuem progredindo e cheguem ao estágio maligno. Para o tratamento das verrugas é realizado a cauterização com produtos químicos ou laser.

Apesar das grandes campanhas nacionais contra a doença, ainda existem boatos, mitos e fake news sobre a eficácia da vacina.

A vacina para o HPV é bastante segura. Não causa cegueira ou paralisia. Os eventos adversos mais comuns são dor no local da aplicação e vermelhidão no local, que aparece nas primeiras 48 horas e desaparecem espontaneamente.  Ela protege contra os principais subtipos de vírus associados ao câncer. Então, a probabilidade de ter alguma doença decorrente do HPV se torna extremamente baixa em quem foi vacinado.

É possível contrair a infecção pelo HPV e não manifestar nenhum sintoma durante muito tempo, e posteriormente ter alguma lesão mais grave. Isso ocorre em pequena porcentagem de pessoas que não eliminam espontaneamente o vírus pela imunidade própria.

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